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Dicas importantes para o turista

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PASSAGEIROS E HÓSPEDES ESPECIAIS


Dicas para viajar com crianças e animais de estimação e informações sobre facilidades para deficientes físicos.
Quais são as facilidades para os portadores de deficiências físicas em viagem?

    As vantagens oferecidas para deficientes físicos variam de empresa para empresa. As companhias aéreas tentam vencer as dificuldades de locomoção em pequeno espaço, enquanto os hotéis oferecem no dia-a-dia o mesmo conforto que esses passageiros desfrutam em suas casas.

Em companhias aéreas:
    A Tam tem uma equipe especialmente treinada para auxiliar os deficientes físicos. Quando esses passageiros chegam ao balcão da companhia, são atendidos de forma diferenciada. O funcionário os encaminha para a sala de embarque e os acompanha até a aeronave.

    Tanto na Tam quanto na Vasp, em vôos onde é usado o finger (túnel), o passageiro é levado de cadeira de rodas até o assento, adaptado para uma poltrona especial. Quando o embarque é feito por escadas, funcionários carregam passageiros portadores de deficiências físicas até seus assentos. As poltronas especiais têm os braços removíveis, facilitando a locomoção.

    Em termos de equipamentos de vôo, a Tam tem banheiros especiais para deficientes em seus vôos intercontinentais. Já nos vôos nacionais, o passageiro tem de ser transferido de sua cadeira de rodas para um assento especial dentro do banheiro, já que não há possibilidade de colocar a cadeira nos pequenos banheiros dos aviões menores.

A Swissair tem uma assessoria especial para deficientes físicos. No momento da compra do bilhete aéreo, a companhia deve ser avisada sobre o tipo de deficiência apresentada pelo passageiro e sobre o uso de equipamentos de apoio, como cadeira de rodas. Essas informações irão constar do bilhete, para que ele seja atendido corretamente. Há três equipes atuando em conjunto:

a. equipe de terra: embarca os passageiros especiais antes dos outros;
b. equipe durante o vôo: todos os comissários são treinados para o atendimento, mas o responsável é o chefe de cabine;
c. equipe de destino: outro funcionário, da equipe de terra, espera o passageiro para acompanhá-lo até a alfândega e     deixá-lo sob responsabilidade de um parente ou de outro funcionário do aeroporto.

    Na Vasp, quando o passageiro deficiente faz a reserva, ele também tem de informar sobre suas condições. No check-in, ele é convidado a ir a uma sala reservada, longe do aperto das salas de embarque. No avião, ele é acomodado em posição estratégica - perto do banheiro, do corredor e do chefe da tripulação, que é responsável pelo deficiente durante todo o vôo.

    O comissário-chefe é instruído pela Vasp a quase adivinhar os desejos do passageiro, dedicando cuidado especial para que o deficiente não se sinta desconfortável na viagem. Dentro da aeronave, os banheiros são equipados com os chamados Pega-Mão (objetos fixados nas paredes que foram desenhados para a facilidade de movimentação de todos os passageiros, principalmente de deficientes). Há um comissário homem e uma comissária mulher que ficam responsáveis pela acomodação no banheiro desses passageiros especiais.


Facilidades em hotéis

    Em todo o Brasil, são 281 os hotéis que oferecem apartamentos específicos para deficientes físicos. Em hotéis de selva, os chamados jungle lodges, não existem apartamentos preparados para a recepção de deficientes. Em hotéis convencionais, as coisas são mais fáceis.
    Para receber esses clientes, os hotéis precisam ter rampas de acesso na entrada e no interior e pessoal especializado no atendimento, além de elevador amplo, espaços largos entre os batentes e, de preferência, apoios de parede, caso o deficiente precise firmar-se.
    Os quartos devem ser preparados para otimizar o dia-a-dia do usuário, com dormitório amplo o suficiente para que a cadeira se movimente com facilidade. A cama deve estar na mesma altura da cadeira, permitindo que se passe de uma para a outra com rapidez e segurança. O banheiro também tem de ser adaptado, com porta larga e box com assentos para banho e, no mínimo, duas barras de segurança nas paredes. O piso deve ser anti-aderente.

Como o menor viaja sozinho?

    Deixar uma criança viajar desacompanhada normalmente preocupa os pais. Por isso, o Poder Judiciário - especificamente o Juízo da Infância e Juventude (Juizado de Menores) - e as companhias aéreas tomam uma série de precauções especiais.

    Procedimentos Legais

    Para viagens internacionais, o juizado exige que os pais escrevam uma carta de autorização com a assinatura de ambos e firma reconhecida. Isso já basta para validar o documento. Não é preciso ir até o juizado. Se o menor for para fora do País acompanhado só da mãe ou do pai, é preciso a autorização do outro responsável.
    A Polícia Federal exige que o documento tenha sido reconhecido no máximo 60 dias antes da viagem. Para que o filho fique mais do que dois meses fora do País, é necessária a autorização do Juizado de Menores.
    No caso de ausência de um dos pais ou de ambos (se estiverem em outra cidade, por exemplo), algum responsável tem de pedir autorização na Vara da Infância, do Juizado de Menores. "A lei garante que pai e mãe estejam cientes e autorizem a viagem do filho".
    Em viagens pelo Brasil, crianças de até 12 anos precisam da autorização de apenas um dos pais ou do responsável legal - não é exigida a assinatura dos dois como na viagem internacional.
     Para viajar pelo País, menores com mais de 12 anos não precisam de autorização. Basta apresentar a identidade ou a certidão de nascimento.

Nas companhias aéreas

    Nos vôos internacionais, crianças de até 12 anos recebem um tratamento especial. Ele começa na reserva, quando os pais precisam preencher uma ficha dizendo quem vai receber o menor no destino e o telefone de contato deste responsável.     Também deve constar da ficha uma eventual necessidade de alimentação especial ou de uso de medicamentos. No dia do embarque, os pais podem passar outras recomendações aos funcionários da companhia, que vão acompanhar a criança até a entrada no avião. A partir dali, a responsável passa a ser a comissária de bordo.

    A bagagem também será cuidada pelos empregados da empresa. Os documentos que a criança leva ficam com ela mesma: geralmente eles são colocados em uma bolsinha especial da companhia aérea. Quando o menor chega ao país de destino, algum funcionário estará à espera e ficará com ele até a chegada da pessoa indicada pelos pais.
    Para esse serviço, algumas empresas aéreas não cobram. Outras cobram uma taxa que costuma ser de US$ 30. Existem outras, como a Transbrasil, que cobram 50% sobre o valor da passagem em vôos nacionais e 75% para vôos internacionais.     Adolescentes entre 12 e 16 anos só têm o mesmo tratamento se for solicitado pelos pais.

Como viajar com animais de estimação ?

    Se você vai viajar e não tem com quem deixar seu animal de estimação, ou simplesmente não dispensa a companhia do bichinho, não precisa se preocupar: obedecendo a algumas regras do Ministério da Agricultura - que regulamenta o
transporte de animais - e das empresas aéreas, você pode viajar com seu gato ou cachorro até junto da poltrona.
     Na Varig, por exemplo, se o animal couber em uma gaiola de 41 cm X 36 cm X 33 cm, ele pode ir debaixo da poltrona de seu dono. Se o bicho for grande demais, o proprietário paga pelo peso e ele é despachado no compartimento de cargas.
     Mas a companhia deixa claro que o embarque do bichinho deve ser avisado com 48 horas de antecedência e que apenas um animal por classe é aceito, ou seja, embarca um na primeira classe, um na executiva e outro na classe econômica. O animal não pode ser solto no interior do avião.
     A Air France também permite ao passageiro levar um animal de menos de 5 quilos no interior do avião, dentro de gaiolas especiais e bem arejadas. Se ele ultrapassar esse peso, o dono deve efetuar reserva e adquirir bilhete de transporte no compartimento especial.
     A TAM, por sua vez, só aceita animais no compartimento de cargas e pede que eles sejam sedados antes do embarque.
     Desde 1.º de junho, a companhia norte-americana Continental Airlines passa a oferecer um programa especial para transporte de animais grandes como carga - os pequenos podem continuar viajando com seus donos. Denominado Quickpak, o serviço garante que o animal seja entregue no mesmo dia e inclui uma equipe de funcionários treinados para cuidar dos bichos em qualquer hora do dia ou da noite e ambiente com controle de temperatura. A empresa exige certificado de saúde do animal.

Carteirinha

    Não basta atender às especificações de peso e tamanho pedidas pelas companhias. Antes mesmo de procurá-las e reservar o lugar do bichinho, junto do assento ou no compartimento de carga, o dono deve munir-se da carteira de vacinação do animal e dirigir-se à seção especializada do Ministério da Agricultura.
    O ministério exige apenas a vacina contra a raiva, recomenda que sejam dadas doses contra cinomose, hepatite, leptospirose, parvovirose, influenza - a gripe deles - e coronavirose. "É melhor prevenir com todas essas vacinas, pois muitas vezes eles vão para ambientes bem diferentes de onde estão acostumados a viver", alerta.
    O ministério, então, vai expedir a Guia de Trânsito Animal (GTA), com validade de cinco dias. Mesmo que embarque logo e a viagem seja curta, o proprietário do animal vai ter de repetir o procedimento na volta, partindo de qualquer lugar do mundo.
    Vale lembrar que a GTA pode ser solicitada no Aeroporto Internacional de Guarulhos - que conta com veterinário - , mas se a documentação estiver errada ou incompleta, o animal não embarca. Melhor resolver tudo antes.
    Com a autorização resolvida e permissão da companhia aérea, alguns cuidados antes do embarque podem dar um vôo tranqüilo e seguro ao bichinho. "Uma fralda descartável de criança resolve se o animal não tiver lugar para fazer xixi e nada de alimentá-lo com comidas pesadas". "E para o bichinho relaxar, receitamos um remédio em gotas à base de acepromazina."